É possível que um hotel de luxo tenha competitividade, sem um spa? Opiniões de gerentes de hotéis de luxo de Londres

Autores

  • Andy Heyes Stenden University of Applied Sciences
  • Colin Beard Sheffield Hallam University, Reino Unido
  • Sjoerd Gehrels Stenden University of Applied Sciences, Países Baixos

Palavras-chave:

Spas Hoteleiros, Satisfação do Cliente, Expectativas sobre Spas, Centros de Bem Estar.

Resumo

O desenvolvimento das facilidades relacionadas ao bem estar no segmento de hotéis de luxo, em todo o mundo, tem sido evidente, com muitos profissionais apostando que os spas sejam um dos equipamentos obrigatórios nos hotéis de luxo. Este artigo foi escrito com o objetivo de fornecer informações mais consistentes a hoteleiros que estejam interessados em abrir um hotel de luxo na cidade de Londres, para ampliar o conhecimento sobre spas e para estimular pesquisas futuras sobre o assunto. A literatura mostrou que os profissionais hoteleiros não têm uma visão realista sobre o assunto. As estatísticas são muito genéricas e costumam dedicar-se mais atentamente a outros mercados e não diretamente aos hotéis localizados na cidade de Londres. O artigo foi escrito a partir de entrevistas realizadas com cinco gestores dos mais conhecidos hotéis de luxo de Londres. Nessas entrevistas, foram colhidas as opiniões dos gestores sobre a importância do spa para o hotel, o objetivo geral de mantê-los em operação, opiniões sobre a gestão dos espaços e o benefício geral que a facilidade traz para o hotel, em termos econômicos. Os resultados expõem algumas questões positivas e outras negativas relacionadas aos spas em operação nos hotéis de luxo de Londres. Mostraram haver ambiguidade entre os entrevistados, no que diz respeito à própria definição de um spa hoteleiro e sobre os serviços que ele deve oferecer. As conclusões foram que um hotel de luxo estará em grande desvantagem se não dispuser de facilidades relacionadas ao bem estar. No entanto, não há uma definição clara sobre quais devem ser essas facilidades. É necessário que haja mais pesquisas que considerem o ponto de vista do consumidor, a fim de que se possa definir o valor de um spa, no contexto hoteleiro. Seria um benefício tanto para os hotéis quanto para os seus hóspedes, se houvesse mais entendimento sobre o que realmente se espera de uma experiência em um spa.

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Biografia do Autor

Andy Heyes, Stenden University of Applied Sciences

Graduado em Gestão Hoteleira Internacional pela University of Derby, tem interesse no mercado hoteleiro de luxo, especialmente em hotéis e spas. Tem se dedicado também ao estudo de tendências e comportamentos de consumo em mercados de luxo, com estudos na Europa, Ásia e América. Atualmente está vinculado ao programa de mestrado da Stenden University of Applied Sciences, em Leeuwarden, Países Baixos.

Colin Beard, Sheffield Hallam University, Reino Unido

Graduado em Zoologia pela London University
Mestre em Educação (Treinamento e Desenvolvimento) pela Sheffield University
Doutor em Educação (Aprendizagem Experiencial) pela Sheffield Hallam University, atualmente vinculado à Sheffield Hallam University, Reino Unido.

Sjoerd Gehrels, Stenden University of Applied Sciences, Países Baixos

Graduado em Gestão pela Câmara de Comércio e pela University de Groningen, Mestre em Educação em Turismo e Hospitalidade pela University of Surrey e em Administração de Empresas de Hospitalidade pela Oxford Brookes University. Doutor em Educação pela University of Stirling, atualmente está vinculado à Stenden University of Applied Sciences, Países Baixos.

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Publicado

2015-05-12

Como Citar

Heyes, A., Beard, C., & Gehrels, S. (2015). É possível que um hotel de luxo tenha competitividade, sem um spa? Opiniões de gerentes de hotéis de luxo de Londres. Revista Hospitalidade, 262–275. Recuperado de https://www.revhosp.org/hospitalidade/article/view/564